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Sites de compras coletivas viram “vitrine na web” de empresas; entenda como funcionam

Em apenas 24 horas, Camilla, proprietária de um salão de estética, ganhou 824 novas clientes. Daniel dobrou a frequência da clientela no seu restaurante mexicano. Vasco atraiu uma “rapaziada jovem” para sua pista de kart. Além deles, outros empresários estão descobrindo que os sites de compras coletivas, numa mistura de “superdesconto” e boca a boca na internet, viraram uma estratégia arrebatadora para divulgarem seus produtos e serviços.

O sistema é simples: ofertas com descontos que quase sempre ultrapassam 50% do preço original ficam 24 horas disponíveis para a compra online. Previamente, é acertado com o site um número mínimo e outro máximo de compradores, além da data de validade para uso do “cupom eletrônico” correspondente ao produto ou serviço. O site retém uma taxa sobre o valor arrecadado com as ofertas, que varia entre 30 a 50%.

O resultado, conforme revelam empresas consultadas pelo UOL Tecnologia, é surpreendente. Mas é preciso levar em conta que a novidade não é milagrosa sem uma boa estrutura e organização de quem oferece o “superdesconto”.

“É empolgante”, afirma Camilla Gartenkraut, dona do Maria Bonita Spa, em São Paulo. Com uma única oferta de um serviço de massagem no Peixe Urbano, o salão conseguiu 824 compradores. “Se eu conseguir fidelizar 10% de clientes desse total, já está bom”, comemora a empresária. Para ela, a grande vantagem dos sites de compras coletivas é a propaganda – tanto a online que acontece no site como a feita posteriormente pelas clientes que usam o serviço. “Muitas das clientes que vem para fazer a massagem acabam trazendo uma amiga ou voltam ao salão para utilizar outros serviços”, explica.

“O retorno financeiro é atraente, mas o melhor é atingir clientes que não conheciam nosso estabelecimento, principalmente o público jovem”, destaca Vasco Sizeni, gerente administrativo da Kart In, a maior pista coberta de kart do país. A oferta feita no site Click On teve 2.500 compradores. Outro ponto positivo, segundo Sizeni, foi a possibilidade de atrelar as ofertas a dias de menor movimento da pista, evitando sobrecarga de clientes.

Dicas das empresas

“A preocupação em seguida é o lado operacional. Precisamos marcar as reservas, organizar a demanda para não atrapalhar os clientes que frequentam normalmente o estabelecimento”, adverte Daniel Peneluppi

Daniel Peneluppi, sócio-proprietário do Tollocos, restaurante mexicano em São Paulo, anunciou no Peixe Urbano uma oferta de rodízio por R$ 12. A procura foi muito além do que era esperado e chegou a passar do valor máximo estipulado de compradores. “A preocupação em seguida é o lado operacional. Precisamos marcar as reservas, organizar a demanda para não atrapalhar os clientes que frequentam normalmente o estabelecimento”, adverte.

Diante do grande volume de clientes que surgem em apenas 24 horas, é preciso tomar alguns cuidados.

Antes de entrar na onda dos sites de compras coletivas, as empresas precisam “estar cientes de que é preciso ter uma boa infraestrutura e encarar as ofertas como investimento”, avisa Peneluppi. “Se não tiver estrutura, a empresa pode ganhar um rombo.”

Camilla, que considera a febre das compras coletivas “passageira”, reforça o conselho. “Você tem que atender muito bem todos eles e ter estrutura. É preciso lembrar que é seu nome que está em jogo”, explica.

Já para Sizeni, do Kart In, é necessário que o produto da empresa seja diferenciado e que ela não se iluda com a ideia de que “é fácil vender”. “Além disso, é bom ter cuidado com empresas aventureiras, que estão aproveitando a onda dos sites de compras coletivas para oferecer serviço online ‘semelhante’.”

  • ReproduçãoSites de compras coletivas oferecem descontos altos, como no caso desse restaurante japonês

Fonte: http://tecnologia.uol.com.br

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