Arquivo do mês: novembro 2010

Sustentável e econômica: gaste 20% a menos de tinta ao imprimir

A impressão de documentos de todo tipo pode acabar sendo uma grande forma de desperdício. Seja dentro de empresas, onde o volume normalmente é maior, ou no uso doméstico, onde qualquer tipo de desperdício a mais gera maior impacto financeiro, a impressão em papel pode ser uma vilã. O desperdício em temros ecológicos, causando grande impacto ao ambiente, como também financeiros, já que o papel branco e especialmente a troca de cartucho podem ser muito custosos.

Diversos movimentos e técnicas são utilizadas para poupar os materiais utilizados em impressão. Agora, você terá mais uma forma de fazê-lo. Ecofont é uma fonte que utiliza uma muito idéia simples, mas fascinante e muito efetiva para evitar o desperdício de tinta da sua impressora!

Mas como?

Ecofont

A Econfont possui design baseado na velha fonte Vera Sans. Porém, ela possui um pequeno, mas incrível diferencial: pequenos buraquinhos em todo o seu corpo, presentes em todo e cada símbolo. Esses furos proporcionam um gasto de tinta 20% menor na hora da impressão. Você vai poupar seu dinheiro e o ambiente, ambos muito afetados pela tintas e toners. E o melhor: os furos não fazem diferença alguma na leitura e aparência! Ao ser impressa eles se tornam apenas um detalhe imperceptível. Você obterá um documento com ótima qualidade de impressão, muito melhor do que o modo rascunho em termos de qualidade, ao mesmo tempo em que poupa recursos para você e para o mundo.

Instalação

Econfont pode ser instalada como qualquer outra. Depois de baixar, basta salvar o arquivo na pasta de fontes do seu computador (C:\WINDOWS\Fonts).

Como foi baseada na Vera Sans, fonte Open Source (possui código aberto), ela pode ser usada gratuitamente por qualquer pessoa.

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Um site, múltiplos domínios, conteúdo duplicado?

“Tive uma idéia! Vou comprar 50 domínios!” Ao pesquisar no Google por diversos de seus produtos, o dono de uma empresa descobriu que vários resultados da primeira página Google tinham a palavra pesquisada no nome do domínio. Rapidamente, definiu 50 domínios com variações dos nomes de produtos e ordenou ao pessoal de TI para registrá-los no registro.br e apontá-los para seu site. Criou anúncios em sites de classificados para que os novos domínios tivessem mais visibilidade e a estratégia parecia dar algum resultado, até que um belo dia todos os domínios despencaram ou sumiram do Google.

Conteúdo Duplicado

Conteúdo Duplicado

Basicamente, o que aconteceu é que o Google indexou os domínios como sites separados e detectou conteúdo duplicado em todos os 50, pois afinal todos os 50 domínios eram de fato o mesmo site. Percebeu ainda que todos os 50 pertenciam ao mesmo endereço IP e foram registrados pela mesma entidade. Palavras do Google, “Não crie várias páginas, subdomínios ou domínios com conteúdo duplicado”

Comprar diversos domínios funciona principalmente nas seguintes situações:

  • A sua empresa norueguesa tem o site Norggagonagasriika.no e nenhum cristão no Brasil consegue digitá-lo. Você cria um domínio mais fácil e faz um redirecionamento 301 (permanente) para o site original, e é esse domínio que você vai divulgar no Brasil;
  • Você decide criar hotsites para cada um dos 50 domínios, mas cada um com conteúdo exclusivo. Dessa forma, você pode criar quantos sites quiser sem ser penalizado pelo Google por conteúdo duplicado.
  • Você faz redirecionamentos 301 (permanentes) dos 50 domínios para o seu site. Eles não vão aparecer nos resultados do Google, mas você pode usar esses domínios para campanhas offline, como jornal e televisão, ou para “guardá-los” para futuros hotsites.

Este é um conceito básico para quem mexe com SEO, mas já me deparei várias vezes com problemas como o acima, feito por webmasters com bons conhecimentos de SEO, que posicionaram na primeira página os seus sites e viram tudo isso ir por água abaixo por um deslize destes.

Rule of thumb: Para cada domínio, conteúdo exclusivo!

Por: Schultze | Blog SEO Marketing

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Javascript e acessibilidade

Confira algumas dicas para desenvolver sites dinâmicos tendo um mínimo de cuidado com screen readers e navegadores com JavaScript desabilitado.

É muito comum o desenvolvedor ficar empolgado ao descobrir recursos, plugins, animações e efeitos JavaScript e acabar exagerando no produto final. Também é muito comum, como disse a Thaiana, que acessiblidade esteja ligado exclusivamente a sites governamentais. Aos poucos este cenário está mudando.

Além de tornar o seu site acessível à pessoas com necessidades especiais, as técnicas abaixo serão úteis também quando o navegador do usuário estiver com JavaScript desabilitado. E se mesmo assim você ainda não estiver convencido, pense que, quanto menos JavaScript, mais otimizado e estável será o seu site/sistema.

O problema

Acessibilidade, basicamente, significa tornar o seu site/sistema compatível com dispositivos leitores de tela. O que este dispositivo faz é tentar converter todo o conteúdo presente em uma página para uma saída especial, seja ela voz (text-to-speech) ou braille. Por isso a importância da semântica no HTML e, por isso também, a importância do JavaScript não acabar atrapalhando o funcionamento do seu site.

Dependendo da forma como você utilizou JavaScript, parte do conteúdo pode passar batida no screen reader. Isso acontece muito com animações (conteúdos escondidos) e eventos que não são nativos do elemento, como tentar utilizar onClick em um parágrafo.

<noscript>

A prioridade número 1 nas regras para acessibilidade é tornar todo o conteúdo disponível quando o navegador não estiver com JavaScript habilitado. Procure implementar alternativas HTML parecidas com o conteúdo estabelecido por seus scripts.

No entanto, é importante ressaltar que o noscript só vai funcionar quando o javascript estiver dasabilitado no navegador (ele não vai funcionar se o JavaScript estiver com erro, por exemplo). Alguns screen readers tentam interpretar JS, portanto, utilizar JavaScript NÃO significa tornar seu site pouco acessível. Depende da forma como você implementa seus scripts.

Muita gente é a favor da extinção da tag <noscript>. O que eles defendem é que basta você desenvolver seus scripts de forma não-obstrutiva. Seu script pode ser executado ou não – independente disso ele não afetará a funcionalidade básica da página.

Preciso mesmo usar JavaScript?

Sempre que for utilizar algum efeito ou interação em JavaScript você deve se perguntar se ele é mesmo necessário. Ou ainda, não daria pra fazer a mesma coisa utilizando apenas HTML e CSS?

Pense duas vezes antes de implementar qualquer tipo de script. Analise não só a questão da acessibilidade, mas também performance e manutenção.

Não invente eventos e não fique preso ao mouse

Procure utilizar eventos JavaScript apenas em elementos que estão aptos a recebê-los. Por exemplo, não utilize onClick em um <li>. Geralmente, os eventos de interação devem estar associados a links e botões.

Lembre-se também que nem sempre vai ser utilizado o mouse, logo, eventos como onMouseOver e onMouseOut seriam inválidos. Ofereça alternativas globais, como onFocus, onBlur, onClick (que, no teclado, seria executado com a tecla Enter) – visando usuários que utilizam outros dispositivos.

Um problema grave são menus ativados no mouseover. Nesse caso o usuário não teria como acessar todas as páginas – ele não poderia navegar por toda a estrutura do site.

Essas regras estão também diretamente ligadas a conteúdos carregados via AJAX. Dependendo da forma como você ativa o evento, o screenreader vai ler ou não o conteúdo recém adicionado.

WAI-ARIA

Procurando estabelecer um padrão para acessibilidade e conteúdos dinâmicos foi criada a especificação WAI-ARIA (Accessible Rich Internet Applications). O que ela faz é adicionar novas formas de identificar e habilitar funcionalidades dinâmicas através de propriedades nas tags HTML. Recentemente o jQuery UI adicionou suporte total ao framework ARIA tornando assim seus widgets e elementos de interface acessíveis a usuários com alguma necessidade especial.

O ARIA, por exemplo, pode definir regiões em um site e habilitar o movimento via tab entre essas regiões, ao invés de elemento por elemento. O WAI-ARIA também possibilita definir papéis (roles) para elementos como menu, menuitem, banner, application etc.

Este é um assunto muito rico e ainda pouco explorado. Para mais informações visite a especificação do WAI-ARIA no site do W3C e também este tutorial sobre os papéis disponíveis no ARIA.

Fonte: http://www.tableless.com.br

Por Davi Ferreira

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