Tecnologia ajuda deficientes a usar computador

Software identifica movimento do rosto para ativar mouse e digitar em teclado virtual.

Imagem ilustrativa

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Download Headmouse e Virtual Keyboard

No ano passado, William se acidentou na academia, e nunca mais teve controle sobre suas pernas. Nos braços, os movimentos são limitados. E o computador, que ele adorava, passou a ser um companheiro distante.

“É super incômodo para mim, porque tem que ficar dependendo de uma pessoa para mexer no computador. Eu adaptei um dedinho que deixa meu dedo rígido, e eu consigo teclar. Eu tenho o movimento dos braços, mas não tenho o movimento das mãos. Eu consigo teclar, pelo menos”, explica o estudante William Saijo Nakashima Konishi, de 16 anos.

Há pouco menos de um mês, William teve acesso a este software, que reconhece movimentos da cabeça, olhos e boca para mexer o mouse e digitar informações na tela. Basta virar o rosto para um lado que a seta do mouse acompanha. O abrir rápido da boca é como se ele estivesse clicando no botão do mouse. E assim, o computador voltou a ser um passatempo para o garoto.

“Na internet, agora, eu mexo em tudo. Mexo no YouTube, eu gosto de ver vídeos, mexo nos meus e-mails sozinho, converso com todo mundo pelo Orkut, pelo MSN”, conta o estudante.

O software, gratuito, foi desenvolvido por uma das principais multinacionais de tecnologia do mundo. E ele funciona em qualquer computador, desde que o usuário tenha uma webcam.

É o nosso projeto de responsabilidade social. Ele foi desenvolvido entre 2007 e 2008. Foi lançado no ano passado, primeiro na Espanha, depois na Colômbia, México, Chile e, agora, trouxemos para o Brasil, esclarece o diretor de RH da Indra, Osvaldo Pires.

Este é só o começo de um projeto que deve gerar ainda mais frutos. A empresa promete novos softwares gratuitos voltados para a inclusão digital de deficientes já no ano que vem.

E Willian ainda tem muitos planos, como ele mesmo conta. “Ano que vem, eu vou estudar bastante, eu quero seguir meus sonhos, e vai ser diferente. Mas a gente tem que acreditar e seguir em frente”.

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