Arquivo do mês: outubro 2009

Spams representam mais de 90% dos e-mails diários

No mês de setembro, os spams representaram 91% das mensagens enviadas na internet em todo o mundo. Os dados foram divulgados em relatório da empresa de segurança McAfee.

Spam

Spam

O estudo computou o envio de 150 bilhões de spams por dia no mês passado. A quantia equivale a 30 mensagens diárias para toda a população do mundo. Ainda que o índice de e-mails indesejados seja alto, o número permaneceu estável nos últimos dois meses.

Cerca de 70% dos e-mails enquadrados na categoria tinham relação com medicamentos canadenses (nos Estados Unidos, é proibida a venda online de remédios sem prescrição), gripe suína e planos de saúde.

Os especialistas da empresa de segurança recomendam que os usuário não cliquem em links de e-mails, mesmo que, aparentemente, sejam de bancos ou instituições públicas. Sempre que possível, o internauta deve digitar o endereço do site diretamente no navegador.

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White, Gray e Black Hats

Existem várias técnicas para colocar seu site em primeiro nos buscadores. As técnicas de SEO se encaixam em três grandes árvores: White Hat (chapéu branco) que são as legais e recomendadas pelos buscadores. Gray Hat, que se utilizadas de forma abusiva são consideradas anti-éticas, embora os buscadores não tenham controle sobre sua prática. Há outras técnicas totalmente ilegais, utilizadas para ter alguma vantagem rápida ou burlar os resultados das buscas. Essas técnicas ilegais são chamadas de Black Hat.

White Hat

São técnicas recomendadas pelos buscadores e podem ser utilizadas sem problemas. Os buscadores conseguem controlá-las e saber se você está quebrando as regras ou está tudo nos conformes.
Duas técnicas de White Hat são: Links internos e criação de conteúdo.

Links internos são links do seu site que apontam para páginas internas do seu próprio site. Um exemplo é o seu menu. Muito sites utilizam javascript ou flash para criar menus e isso pode prejudicar a posição no ranking, os buscadores utilizam seus links internos para navegar e indexar o seu conteúdo.

A criação de conteúdo é uma boa tática para gerar visitação e links em outros sites. Quando recomendamos a criação de conteúdo, não queremos dizer a criação de posts ou páginas em seu site com conteúdo redundante ou sobre qualquer assunto, pelo contrário, é a criação de conteúdo com qualidade, que gere discussão, comentários, seja útil para seu visitante e possa agregar algum valor.

A otimização do site para os buscadores também é uma técnica White Hat. A manipulação de conteúdo, colocação de links estratégicos e estudo de palavras chaves são táticas bem vindas que ajudam o visitante a encontrar a informação. Há uma série de detalhes, como metatags de descrição e keywords, que podem ajudar a ter um bom ranking, basta atentar aos detalhes.

Gray Hat

São técnicas que os buscadores não aprovam, mas não são proibidas, entretanto são consideradas anti-éticas. Mesmo assim, os buscadores não tem como detectá-las. Dois bons exemplos: comprar links e conteúdo duplicado.

Comprar links é algo normal. Você pode comprar um lugarzinho em vários sites, colocar seu banner ou apenas o seu link, isso vai aumentar sua visitação e com esse grande número de links apontando para seu site, conseqüentemente seu pagerank pode aumentar também.

Conteúdo publicado: com a popularidade dos programas de afiliados, o conteúdo duplicado cresceu bastante. Imagine vários sites colocando informações similares ou iguais sobre um determinado produto, com links para um mesmo site. O que poderia ser feito pelos buscadores seria punir sites com o conteúdo similar e simplesmente excluir as páginas com conteúdo idêntico. Essa pode ser uma decisão ruim e é uma tarefa difícil. O usuário de boa fé, que fez apenas para ganhar seu dinheiro pode ser punido simplesmente porque pegou o texto padrão de explicação do produto no site e colou em seu blog, como normalmente acontece.

Podemos dizer que essas técnicas são furos na lei. Você pode fazer, não há como os buscadores, sozinhos, descobrirem e punirem. Mesmo assim, seu concorrente pode denunciá-lo ao buscador, que vai investigar antes de punir seu site. Isso pode ser ruim para você, mas é bom para os buscadores e para os usuários que tem apenas resultados reais.

Black Hat

São técnicas ilegais, utilizadas para tentar burlar o algoritmo dos buscadores para que seu site possa aparecer em primeiro lugar. São totalmente repudiadas pelos buscadores e seu site pode ser excluído dos resultados por conta delas. Não as recomendamos, e se você por um acaso estiver praticando alguma, sugerimos que pare e revise seu site. Algumas são: Excesso de Keywords e texto escondido.

Black hat

Black hat

Excesso de Keywords é provavelmente a tática mais comum. Normalmente o desenvolvedor escolhe as palavras chaves e coloca-as na página com uma letra muito pequena no rodapé, na esperança de o buscador indexar essas palavras e encontrar alguma relevância para elevar o ranking do site.

Os textos escondidos normalmente tem a mesma cor do background. Os buscadores conseguem detectar facilmente texto com a mesma cor do background, portanto é uma tática altamente arriscada, sem contar que os concorrentes podem denunciar seu site, ato mais do que correto.

Tente ficar entre as técnicas de White e Gray Hat. Gray Hat ainda podem ser dispensáveis, e há muita gente que utiliza para sacanear o concorrente. Isso dificulta também os resultados de busca, trazendo resultados que podem não ajudar o visitante. É ruim para todos.

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Prepare-se para a Revolução – Boas práticas de desenvolvimento com Padrões Web

” O W3C mudou. Isso vai modificar todo um fluxo de trabalho e a velocidade das implementações dos browsers e a forma com que os desenvolvedores trabalham. “

O W3C mudou. O W3C foi criado exatamente para homologar, regularizar e criar novos padrões de publicação de informação na internet. O trabalho do W3C é exatamente criar caminhos para que os desenvolvedores e os fabricantes de browsers possam trilhar no futuro. Acontece que o W3C ficou tão grande, tão lerdo, tão aficcionado pelos problemas do futuro que acabou se perdendo nos seus próprios sonhos.

HTML 5

HTML 5

Um dos objetivos do W3C – se não o maior objetivo – é organizar toda a informação da internet. Para fazer isso, precisamos identificar toda essa informação de forma que a extração não seja complexa, pelo contrário, de maneira que a toda a informação que precisarmos possa ser extraída rapidamente, fácil e de qualquer tipo de dispositivo ou aplicação. Por isso, o W3C perdeu muito tempo criando padrões como RDF, por exemplo. Não desmerecendo essas tecnologias, que aliás são bem úteis para nos hoje. Mas cá entre nós, fazer bordas arredondadas para mim, hoje, é mais importante do que algumas necessidades de semântica.
Alguns dos desenvolvedores, a grande maioria gringos, também tinham essa visão. A necessidade de grande parte dos desenvolvedores eram ter coisas simples como suporte a PNG, bordas arredondadas, resize de imagem no background, colocar várias imagens de backgrounds em um elemento, css animation, e assim por diante. Por isso, muitos desenvolvedores começaram reinvidicar uma alteração de prioridades. O HTML 5 surgiu daí. Muitos se enganam se acham que o HTML 5 foi idéia original do W3C. Ele surgiu de um grupo de inconformados de o HTML não ter a pelo menos 10 anos, uma nova atualização. Então começaram a estudar e a escrever um novo padrão para a linguagem. Isso surgiu de uma união de desenvolvedores da Apple (Safari/Webkit), Mozilla e Opera. Muitos se enganam também, se acham que só o W3C pode criar padrões. Você pode criar um. Se vai haver suporte da comunidade, do W3C e dos fabricantes de browsers, é outra história. Mas você tem todo o direito de criar.

O grupo do HTML 5, queria mudar. Eles estavam cansados de usar uma tecnologia antiga e começaram a fazer o trabalho que se esperava que o W3C fizesse. Por fim, essa iniciativa ganhou tanta popularidade e ajuda de outros desenvolvedores, que o W3C resolveu abraçar a idéia e hoje ele cuida desse padrão.
O CSS3 também começou a aparecer por que o W3C abriu os olhos e resolveu começar a revolucionar a linguagem.

O W3C mudou. Os times que cuidam dessas linguagens foram divididas. Modularizadas. Deixe-me explicar. O CSS3 não será mais lançado de uma vez, mas em módulos. Há um time que cuidará da propriedade background. Outra que cuida da propriedade position, outra que cuida da propriedade border, e assim por diante. Isso possibilita que cada módulo, cada propriedade, cada parte do CSS seja lançado independentemente, acelerando o processo de suporte dos browsers e utilização pelos desenvolvedores. Logo, não há mais aquela história de “Browser tal não suporte CSS3”. Mentira, ele suporta, mas algumas das funcionalidades. A mesma coisa acontece com o HTML5. Dizem que o IE8 não suporta HTML 5, mas é mentira. Ele suporta partes do HTML 5. Já há vários módulos implementados no IE8, que fazem parte da especificação do HTML 5. Isso também acontece com os outros browsers.

A web vai ficar mais dinâmica agora. O CSS 3 e o HTML 5 vieram para separar o joio do trigo. Os designers não vão mais ficar pintando quadradinhos como antes. O CSS está virando uma linguagem visual de verdade. Há, por exemplo, working drafts de suporte a variáveis no CSS. E isto é só o começo.
A mesma coisa para o HTML 5. A mudança das tags estruturais do HTML é apenas a ponta das novas possibilidades. Para o pessoal que achava que o HTML é coisa de criança, se prepare, porque o buraco, agora, é mais embaixo.

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Campanha Atualize seu Navegador

Versões antigas e desatualizadas de navegadores têm problemas de segurança e não acompanham os novos padrões de desenvolvimento para a Internet. O Atualize seu navegador faz parte de um movimento internacional para eliminar os navegadores obsoletos do mercado.

Atualize seu Navegador

Atualize seu Navegador

Por que devo atualizar?

Navegadores antigos como o Internet Explorer 6 (lançado em 2001) não exibem sites dentro dos padrões web, são repletos de bugs, não oferecem as funcionalidades dos browsers atuais como navegação por abas ou gerenciador de downloads e estão submetidos a sérios problemas de segurança como vírus e malware.

Ainda comprometem a qualidade da exibição de sites e limitam a criação de desenvolvedores, que precisam perder tempo adaptando o site para rodar nesses navegadores obsoletos.

Atualize seu Navegador

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A experiência do usuário além da usabilidade

Quantas vezes nos deparamos com burocracias e processos complicados para a realização de uma simples tarefa do dia-a-dia?

Alguns exemplos comuns…

Preciso aumentar o limite do cartão no site do cartão de crédito. Acesso o site e preencho a solicitação. Só depois eles apresentam mensagem informando que é necessário entregar um comprovante de renda.

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A transação está disponível no menu de navegação.

O sistema permite acessar um formulário e selecionar a opção de aumento de limite.

É frustrante, ao final, deparar com essa mensagem.

Ou preciso fazer uma TED (transferência para outro banco) pelo Internet Banking ainda hoje.

Após acessar o site e realizar o login, o sistema informa que só permite realizar transferências para contas que foram cadastradas na agência.

É necessário falar com o gerente ou ir até a agência para realizar a transferência.

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O menu possui a transação de TED sem cadastramento. Informa que essa operação só é válida para valores acima de R$5.000,00 e o limite do cliente é de R$1.000,00. Sem realizar cadastro, não permite efetuar o pagamento.

Ou ainda, uma empresa de telefonia permite acessar o site para consultar fatura, alterar a data de vencimento e solicitar reparos. Para isso, solicita login com usuário e a senha.

Após a identificação, para realizar qualquer consulta, o cliente precisa informar o número da linha que será consultada. Mas, se já estou logada, o sistema não deveria identificar o número das minhas linhas de telefone? É justo que para cada consulta eu tenha que digitar o número da linha se estou identificada?

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Após realizar o login, para cada consulta é necessário informar novamente os dados pessoais de identificação da conta.

São inúmeras situações corriqueiras no nosso dia-a-dia e as ferramentas digitais de conveniência, que surgiram para facilitar nossas vidas, acabam causando mais frustração, uma vez que vêm atreladas a diversos processos inconvenientes.

O que eu quero dizer com isso?

Ter uma boa interface, nomenclaturas adequadas e formulários que funcionam são itens muito importantes e fundamentais. Mas, a experiência do usuário vai além.

Uma boa usabilidade do site é primordial e temos que reformular processos e workflows, se preciso, para que a experiência do usuário seja positiva e completa.

Investir no site e em uma navegação intuitiva e agradável não é suficiente. Vamos rever os fluxos e processos por trás da interface. Nossos usuários não devem ser prejudicados por dificuldades internas da empresa, sistemas antigos ou processos formulados há muitos anos e que valem até hoje, independente da evolução tecnológica.

O mundo online é um grande desafio para todas as empresas. Ele exige rapidez, segurança e eficiência. Além disso, deve ser intuitivo, pois quem usará o serviço é o cliente. Todas essas qualidades não combinam com as estruturas burocráticas herdadas do século passado.

O dinamismo do mercado pede mudanças e quem tem exigido essa atitude é o cliente. Ele quer mais! Sendo assim, vamos pensar nas suas necessidades e como facilitar sua vida. A experiência deve ser planejada por completo e a usabilidade não deve estar restrita a trechos desconectados entre si.

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Projeto de Lei 607/2007: fique de olho

Trabalha com desenvolvimento de software, sistemas ou áreas correlatas? Acompanhe o que anda acontecendo no congresso. Profissionais deverão se associar aos conselhos, pagar anuidade e ter diploma superior.

Projeto de Lei 607/2007

Projeto de Lei 607/2007

No último dia 19 de agosto, o projeto de lei 607 recebeu mais um parecer favorável, agora da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania e caminha mais um passo em direção à votação no Plenário.

Este projeto de lei visa regulamentar a profissão de analista de sistemas, cria o Conselho Nacional e Conselhos Regionais de Informática, sendo que os profissionais deverão obrigatoriamente ser associados aos conselhos com pagamento de anuidade.

As atividades profissionais que serão regulamentadas por este projeto de lei são:

  • planejamento, coordenação e execução de projetos de sistemas de informação, como tais entendidos os que envolvam o processamento de dados ou utilização de recursos de informática e automação;
  • elaboração de orçamentos e definições operacionais e funcionais de projetos e sistemas para processamento de dados, informática e automação;
  • definição, estruturação, teste e simulação de programas e sistemas de informação;
  • elaboração e codificação de programas;
  • estudos de viabilidade técnica e financeira para implantação de projetos e sistemas de informação, assim como máquinas e aparelhos de informática e automação;
  • fiscalização, controle e operação de sistemas de processamento de dados que demandem acompanhamento especializado;
  • suporte técnico e consultoria especializada em informática e automação;
  • estudos, análises, avaliações, vistorias, pareceres, perícias e auditorias de projetos e sistemas de informação;
  • ensino, pesquisa, experimentação e divulgação tecnológica;
  • qualquer outra atividade que, por sua natureza, esteja incluída no âmbito de suas profissões.

Para exercer a profissão de analista de sistemas no país, os interessados devem ter diploma de nível superior em Análise de Sistemas, Ciência da Computação ou Processamento de Dados ou ter no mínimo 5 anos de experiência na função de analista de sistemas comprovadas até a data de entrada em vigor desta Lei.

Grandes profissionais do mercado que são engenheiros, físicos, administradores de empresa, entre outras formações, deverão ter que comprovar experiência. Empresas de informática deverão certificar que seus funcionários são associados ao conselho, caso contrário sofrerão penalidades, assim como profissionais que prestarem os serviços listados e não foram registrados no Conselho.

Em contra-mão à liberdade

Há alguns meses a inexigibilidade de diploma para jornalistas teve recurso aprovado no Supremo Tribunal Federal. É triste ver um projeto de lei indo em direção contrária.

Mesmo eu atendendo aos requisitos desta lei, não acredito que ela venha acrescentar algo de positivo a um mercado em constante busca por profissionais e com cursos de graduação cada vez mais banalizados, onde os alunos mal aprendem alguma coisa.

Qual é seu real propósito? Realmente regulamentar o setor, buscar a ética dos profissionais, tolher a liberdade criativa das pessoas ou garantir quorum em cursos de informática?

Um parágrafo do projeto de lei diz “Com as normas aqui propostas, pretendemos tornar livres as atividades de informática, compatibilizando a legislação com a realidade tecnológica em que vivemos. Realidade esta que colocou nas mãos do usuário do computador a possibilidade de desenvolver seus próprios programas e de se conectar com o mundo, com todas as implicações daí decorrentes.”

A liberdade do início da primeira frase não parece muito compatível com o final dela. O problema então é a possibilidade de cada um criar aplicativos? Para criar uma planilha Excel para controlar o estoque de uma pequena loja, este arquivo só poderá ser feito por analistas formados? Bom, segundo o texto, até elaboração de orçamentos, vulgo proposta comercial, só poderá ser feita por profissionais técnicos.

Esta burocracia não é positiva ao mercado que cada vez mais encontra dificuldade de formar, reter e desenvolver talentos.

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